Pode ser lugar comum descrever a palavra assim, quantos texos começam dessa forma, mas a verdade é que a primeira maneira que aprendemos para definir palavras é através de um bom dicionário, e me rendo então a el:
Do latim felicitate.
Substantivo. Feminino.
1. qualidade ou estado de feliz, ( óbvio),
contentamento, bom êxito, suceso, sorte.
Enfim, um belo estado de espírito .
Agora Aurélio que me perdoe, mas isso não é tudo.
Primeiro que a palavra tem um peso maior do que isso. Ela para existir vem adicionada de movimentos, muitos movimentos, que precederam a possibilidade de pô-la em nossa mente.
Não digo que seja difícil ser feliz, não é isso, coisas simples trazem a felicidade, só que para isso tem que haver despreendimento, e minha amiga, para despreender... aí sim " hai que penar " !
Compreendem o que quero dizer?
O estado de espírito é consequencia de atitudes e postura de vida.
Não chega do nada.
E é neste ponto que realmente começo a minha descrição sobre a tal felicidade.
Ando muito feliz, muito mesmo.
A cada dia me vejo em contato com ela. Tem uma leveza que ao tê-la nas mãos os dedos flutuam, seu toque é envolvente e me entorpece.
Seu cheiro é de boas lembranças a tudo que passou de bom em nossas vidas.
VOu me explicar melhor.
Sabe aquele cheiro de bolo quente saido do forno que te lembra infancia?
Perfume de rosas que lembra aconchego de avó?
Brisa de mar que remete a liberdade?
That' s it!
A felicidade quando a atingimos é um constante contato com tudo que conforta, abraça e encanta.
Mas pode ser repartida, dividida e doada.
Ela é tão real que se materializa. É verdade.
A minha a cada dia se apresenta de uma forma diferente. E eu a modelo de acordo com meus desejos.
E ela se adapta.
É nesse momento, da forma com que eu a modelo, que a transformo na minha arte.
No meu objeto.
Na minha escultura.
Passo a admirá-la e tê-la dentro de mim.
Guardo-a na minha retina .
Saboreio.
Num processo de autofagia me alimento dela mesma.
E assim tenho vivido nesses últimos meses.
Como a reparto, sinto que ela se multiplica.
Não receio a ausência pois só quem a tem sabe o quanto é infinita depois que chega.
Mas convenhamos...
Hoje acredito que ela só chega por merecimento, mas ela chega.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
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